A principal caracteristica do movimento horror punk rock, são suas referências a filmes de horror norte americanos clássicos, daquele tempo dos letreiros gosmentos e preto e branco, que nem eu nem você provavelmente pegou. Por exemplo: Frankenstein, Aquele do Boris Karloff de 1930 e pirulitos, provavelmente sua avó (Eu disse sua avó. vulga vovó, múmia, hebe) deve lembrar, ou pelo menos já ter ouvido falar. Frankenstein é tema para a música "Dig up her bones", que porcamente traduzido para o português significa "Escave e retire os ossos dela" (Dig up: Ato de cavar e retirar da cova). Em referência a noiva que o doutor frankenstein prometeu ao seu "pimpolho esverdeado".
Zumbís, alienígenas, e mulheres pin-ups com machadinhas no banco de trás dos carros são assuntos que volta e meia sempre aparecem em músicas de horror punk rock, e não é só a cultura cinematográfica cult que embala as músicas. As influências musicais são basicamente do punk tradicional, passando por rockabilly (punk + rockabilly = psychobilly!) death rock / gothic rock... Gostou? Espero que sim.
Conversas a parte, senhoras e senhores, a banda de hoje da hora metal, nada mais que:
THE FUCKING MISFITS!
Sim, pago um pau pra eles. The Misfits, saiu do papel em 1977, na cidade de Lodi no estado de Nova Jersey USA, cujo nome refere-se ao último filme contando a participação de Marilyn Monroe, que por sinal tem sua propria faixa "Who Killed Marilyn".
A tragetória da banda pode ser dividida em duas fases distintas, a primeira com o vocalista Glenn Danzig e a segunda com Michale Graves nos vocais.
A diferença na sonoridade é tanta, que há fãs que curtem apenas uma fase da banda. No entanto, o conteúdo das músicas mantém-se inalterados. Letras bem elaboradas, cruas e lineares; sempre abordando os temas já mencionados aqui. Embora eu admita que o instrumental durante a fase Greaves tenha evoluído bastante, sou fã assíduo da fase de Danzig. Mesmo que ele, Danzig, seja um bundão de marca maior, que podemos ver ser nocauteado no vídeo abaixo:
Durante a sua fase, foram gravadas faixas épicas, dentre elas: "Wolfsblood", "Hybrid Moments", "She", "Ghouls Night Out", "Where Eagles dare", "Some Kinda Hate", "Attitude"... Retiradas dos 3 títulos lançados durante a era Danzig ( Static Age, Walk Among Us, Earth A.D. / Wolfsblood). Aparecem também no box collection dos Misfits, do qual eu doaria minha alma por sua aquisição, mas eu já a troquei por pirulitos aos 12.
Antes de falar sobre a fase Graves, vou comentar um pouco sobre outros membros...
Imagine um cara grande, com um irmão caçula também grande, com cara de mal, penteado sinistro e maquiagem Vodú a la Baron Samedi do James bond, com um baixo composto de diversos ossos "de mentira" sem knobs de regulagem (pois macho que é macho toca com som no talo). Este é o perfil de Jerry Only, baixista, fundador e o único membro que manteve-se na banda desde sua formação original. Travou uma briga judicial pelo nome da banda com Danzig, da qual venceu. Jerry ficou famoso por introduzir as maquiagens e sombras escuras nos olhos e o penteado, que mais tarde seria chamado de Devilock, durante as apresentações da banda. A versão mais soft, menos "Bohunk beefcake studmuffin" de Jerry, é seu irmão Doyle, que tocou na banda e mais tarde com Danzig em sua carreira solo.
No vídeo abaixo podemos ver um azarado levando alguns cascudos e chutes de Doyle e Graves:
Em 1983 a banda se dissolveu, com a saída de Danzig para atender a seus projétos pessoais. Durante essa fase, Only que na época teve seu filho, caiu na pilha de montar um grupo de Heavy Metal Cristão, no intuito de abafar Danzig e suas músicas um tanto "macabras", tendo uma insignificante existência no cenário músical, e não falarei mais disso por aqui. Mas foi durante esse período, de 1984-1985, que a banda The Misfits ficou mundialmente conhecida.
Embora com seus 7 anos de existência, o sucesso veio quando Danzig estorava com seu projeto pessoal, e as pessoas buscaram por seus trabalhos anteriores. O Metallica gravara "Die My Darling" e "Last Caress". Enquanto o Guns and Roses lançou o cover de "Attitude". O que houve foi que a busca dos fãs pelos materiais do Misfits era tanta, que estes lançaram uma coletânea, intitulada Legacy of Brutality, onde Danzig, malandrinho que só, resolveu passar outro instrumental por cima, para garantir a ele os direitos de royalties. Assim, a primeira batalha judicial pelos direitos do Misfits fora travada contra Jerry Only. Embora Danzig tenha escrito cerca de uns 70-75% das músicas do Misfits na época, este negava que houvera quaisquer contribuição criativa por parte dos outros membros da banda. Um pau no cu de marca maior.
O ano é 1995, A banda se reune novamente, Doctor Chud aparece como baterista e Graves encarna nos vocais.
Em 1996 o box set de músicas do Misfits é lançado, o que abre portas para turnês pela europa e um contrato com a gravadora Roadrunner. Durante este periodo, foram gravados dois títulos. São eles: American Psycho e Famous Monsters. São lançados clipes para "Dig up her bones" e "Scream" (Este dirigido por ninguém menos que George. A. Romero!!!).
Apresentação na turnê internacional, no japão:
Algumas faixas que marcam esta fase: "Dig up Her Grave", "Forbidden Zone", "Hate the Living, Love the Dead", "Walk Among Us", "Speaking of the Devil", "American Psycho", "Scream"...
Clipe de SCREAM!:
"Dig up her Bones":
Está bom por enquanto, boa noite seus bundões.
Perdi.
Nenhum comentário:
Postar um comentário